Esclerodermia

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Esclerodermia

 

A esclerodermia é uma doença auto-imune, crônica, que pode acometer a pele ou outros órgãos. Acredita-se que ocorra uma desregulação do sistema imune com ativação e proliferação excessiva dos fibroblastos que são as células responsáveis pela produção do colágeno. O colágeno em excesso causa espessamento e endurecimento da pele. Trata-se de uma doença que pode acometer o indivíduo em qualquer faixa etária havendo predileção pelo sexo feminino.

 

Na forma de esclerose sistêmica há acometimento de órgãos internos: esôfago, estômago, pulmões e rins, isso levando a uma série de disfunções orgânicas. Na esclerodermia localizada (acometimento apenas cutâneo) as manifestações podem ser variáveis, sendo a forma mais comum a morféia que é caracterizada pela presença de uma ou mais placas endurecidas com pigmentações diferentes e uma borda violácea ou rosada. Eventualmente a forma localizada pode evoluir para a forma generalizada, sendo que essa evolução é mais comum nas mulheres.

 

O diagnóstico da forma de esclerodermia localizada é realizado através do exame clínico, mais o exame anatomopatológico da lesão cutânea. Já nas formas sistêmicas, torna-se necessário a realização de exames complementares e a avaliação de um especialista.

 

O tratamento baseia-se em uso de medicações tópicas e sistêmicas com acompanhamento e supervisão de um profissional capacitado devido à possibilidade de efeitos colaterais secundários devido ao uso prolongado das medicações. O prognóstico da forma localizada é bom quando indica a tendência à estabilização da doença em alguns anos.