Carcinoma Espinocelular

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Carcinoma Espinocelular

 

É um tumor de pele maligno, de caráter invasivo, podendo acarretar metástases. Corresponde a 15% dos tumores de pele malignos. Pode surgir em uma pele normal ou sobre outras lesões já existentes, como áreas de dano solar, úlceras antigas, cicatrizes de queimadura ou áreas que já receberam radioterapia. Acometem geralmente os pacientes após os 50 anos, sendo mais comum nos homens (por se exporem mais a agentes cancerígenos, como o sol e o fumo) e em pessoas de pele clara. Fatores imunológicos também são considerados como predisponentes: observa-se maior ocorrência em indivíduos cronicamente imunodeprimidos, como, por exemplo, aqueles que sofreram transplante de órgãos sólidos.

 

As localizações mais frequentes são: lábio inferior, orelhas, rosto, mãos, parte interna da boca e parte externa dos órgãos genitais. Na pele há inicialmente uma lesão endurecida ou nódulo, avermelhado, que, gradativamente aumenta de tamanho e pode ulcerar ou assumir aspecto vegetante. Na boca pode ter início sobre áreas de leucoplasia, uma área esbranquiçada dentro da boca.

 

O diagnóstico é feito pelo aspecto da lesão e confirmado por biópsia. O tratamento depende da localização e extensão do tumor, sendo o mais frequente a cirurgia para sua extração. Se houver metástases é necessário fazer a excisão de alguns gânglios e radioterapia. Em casos muito avançados, não passíveis de tratamento cirúrgico ou radioterápico a quimioterapia é utilizada.